CDH e CAS promovem audiência conjunta com ministra da Saúde nesta quarta

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As Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e Direitos Humanos (CDH) farão nesta quarta-feira (25), às 9h, audiência pública conjunta com a ministra da Saúde, Nísia Trindade. O objetivo é debater com a gestora desafios, metas, planejamento e diretrizes governamentais da pasta. A reunião interativa será no Plenário 6 da Ala Senador Nilo Coelho. 

O convite à ministra atende a quatro requerimentos apresentados por diversos senadores. Entre eles, os presidentes da CAS e da CDH, senadores Humberto Costa (PT-PE) e Paulo Paim (PT-RS), respectivamente; e os senadores Magno Malta (PL-ES), Cleitinho (Republicanos-MG), Alan Rick (União-AC), Dr. Hiran (PP-RR) e Damares Alves (Republicanos-DF), entre outros. 

Um dos pedidos de audiência (REQ 86/2023) é assinado dez senadores. Eles querem mais esclarecimentos de Nísia Trindade sobre a homologação, pelo Ministério da Saúde, das orientações estratégicas da pasta para o Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 e para o Plano Nacional de Saúde. Eles ainda querem mais detalhes sobre as prioridades para as ações e serviços públicos na área aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) — que preveem, segundo eles, a “legalização do aborto e da maconha”.

Os parlamentares argumentam que um dos “pontos críticos” encontrados na resolução (Orientação 49) é a garantia da “intersetorialidade nas ações de saúde para o combate às desigualdades estruturais e históricas, com a ampliação de políticas sociais e de transferência de renda, com a legalização do aborto e a legalização da maconha no Brasil”. Na justificativa do convite, eles alegam que o ato homologado pelo Ministério da Saúde “extrapola diversas salvaguardas previstas na Constituição Federal”, entre elas, o princípio da independência dos Poderes, da competência do Poder Legislativo e da legalidade no âmbito da administração pública. 

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“Entre esses pontos completamente ideológicos e anticientíficos, tem-se também: a pretensão de enfrentamento ao patriarcado; a revisão da Política Nacional de Saúde Integral LGBT para atualização dos protocolos e redução da idade de início de hormonização para 14 anos; além do reconhecimento de manifestações culturais de religiões de matriz africana e suas unidades territoriais, como terreiros e casas de religiões, como equipamentos promotores de saúde e cura complementares do Sistema Único de Saúde, no processo de promoção da saúde e primeira porta de entrada para os que mais precisavam e de espaço de cura para o desequilíbrio mental, psíquico, social, alimentar (…)”, citam no requerimento. 

Falta de medicamento

Outro requerimento (REQ 103/2023), do senador Eduardo Girão (Novo-CE), apresenta como objetivo da audiência pública a falta do medicamento Trastuzumabe em vários estados. Esse medicamento é um anticorpo monoclonal usado em pacientes com câncer de mama do tipo HER2 positivo (HER2 é uma proteína que, em excesso, pode ser hostil ao organismo). Segundo o senador, os parlamentares vêm recebendo apelos de médicos, pacientes e secretarias de Saúde que apontam baixos estoques e até mesmo a falta em parte da rede pública, afetando cerca de 10 mil pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

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“O envio irregular da droga pelo Ministério da Saúde tem preocupado secretarias estaduais de Saúde, enquanto pacientes e médicos já citam desabastecimento em algumas unidades de oncologia. Segundo informações, em consulta feita pela Folha de S.Paulo a vários estados, das 14 respostas recebidas, 10 afirmaram ter recebido quantidade bem abaixo do necessário para os meses de julho a setembro e em alguns casos este atraso já está deixando parte das unidades oncológicas sem o medicamento, como é o caso de São Paulo, Minas Gerais e Bahia”, cita o senador na justificativa. 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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